Crespo,
encrespo com tua brancatitude.
Áspera língua,
lixo sílabas e palavras
vertentes de negritude.
Selo
com sangue de antepassados,
epístolas,
tintas de movimentos.
Movo,
reles propagador,
revolvo a terra dos enterrados
E encerro, ácido,
o aviltamento,
a tola atitude.
segunda-feira, 10 de março de 2014
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Ainda e Sempre, Mandela!
Apagou-se a luz.
Apagou-se a luz negra que iluminou uma nação. A luz negra que retirou da escuridão as piores mazelas de um povo e trouxe à tona o verdadeiro sentido de liberdade. O verdadeiro sentindo do verbo conviver. Conviver com o próximo, com o amigo ou inimigo, com a dor, com a prisão. Conviver com a segregação e, a partir dela, forjar e conviver com a liberdade.
Apagou-se a luz negra que iluminou uma nação. A luz negra que retirou da escuridão as piores mazelas de um povo e trouxe à tona o verdadeiro sentido de liberdade. O verdadeiro sentindo do verbo conviver. Conviver com o próximo, com o amigo ou inimigo, com a dor, com a prisão. Conviver com a segregação e, a partir dela, forjar e conviver com a liberdade.
Vinte
e sete anos tomados de uma vida, Simplesmente porque o preto de sua
pele e a contundência de seu discurso eram por demais perturbadores.
Vinte e sete anos para não deixar pedra
sobre pedra. Pedras tantas e tantas quebradas em sua reclusão, que,
porém, nem comparam-se com a magnitude das imensas rochas implodidas
fora dos muros da prisão.
O
Seu legado de amor e dedicação à causa de seu oprimido povo perdurará
até os fins dos tempos. Em todos os confins, em todos os mais recônditos
cantos deste mundo segregado, a força
imensurável daquele rosto brando e da sobriedade de seus exemplos, muito
mais que meros discursos, ainda implodirá muitas e muitas pedras de
discriminação.
E
a nós, restará o exemplo de uma vida dedicada ao próximo, ao irmão, à
nação. O exemplo inconfundível e inesquecível de um filho de uma terra
que, através de seus atos e sua luta, tornou-se
pai de toda uma nação. O melhor dos pais, que cuidou dedicadamente a
cada um de seus oprimidos e sofridos filhos.
O
exemplo vivo até os últimos segundos de fôlego, de como o mundo pode
ser transformado, se em vez do ódio gratuito, o perdão brotar como pedra
fundamental em todas as relações.
Madiba, teu povo chora, mas também canta e dança. O mundo te deve, ao menos, vinte e sete anos de silêncio!
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Lamento
longe.
Houve-se longe.
Ondas curtas e médias
e mídias longas.
Notas longas
e pausas.
E o veludo envolve ouvidos.
A surdina aquece.
Metálico som.
Negrume.
Volume.
Baixos azuis.
Almas blues.
Rasgante vóz.
Luas sós.
E o vento em nós,
impulso e pulso
e dança lenta.
Acre e lento lamento.
Houve lamento.
Ouve, lamento!
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